sábado, 27 de setembro de 2008

Revelação - Parte Dois - Inválido e Desprezível...


"e Então, do silêncio mais absoluto, nascerá uma última chama... um lampejo de algum sentimento inexplicável... será como um monólogo silencioso e inútil... todos falarão como UM, mas todos serão egoístas..."

Nenhuma tempestade vai se formar, não dessa vez,
Que sou que não pude enxergar.
Nenhuma forma de amor vai ser desenhada,
Não por essas mãos.
Nenhuma história interessa, não significa nada,
Não vai trazer de volta...
Nenhum futuro há de se aguardar.
Pois não vai haver resposta.

Pó é o meu nome. Pó é meu túmulo.
Vã é minha palavra.
E minhas crenças, e meus sonhos.

Não me esforcarei para enxergar.
Nenhum final feliz está se desenhando.
Não tentarei enganar.
A tristeza foi tudo que nos motivou a viver.
E a lutar
E a Amar.

Nenhuma ação conduz ao sucesso.
Não há sucesso.
Existe um tempo, um tempo só pra mim.
Que ao chegar,
Me cegará, e me ensurdecerá.
me imobilizará.
Como uma maquina viva e estúpida,
Que não será mais nada.

De que valem as batalhas, se não existem mais objetivos
Tudo se perdeu, e não vai de modo algum ser recuperado.

E no meu tempo,
Só por um segundo,
Algo importante vai acontecer...
E depois,
Só o pó poderá contar a minha história..

CONTINUA

1 comentários:

Deborah disse...

A forma e olinguajar com que foi redigido lembrou me o estilo da bíblia cristã. Observe bem, parece de certo modo uma previsão apocalíptica.

Talvez seja apenas uma cronologia textual adotada pelo autor: parte 1 perecpção, parte 2 destruição, parte 3 reconstrução. Uma baste utilizada e consideravelmente perspicaz construção textual, já que prima pela lógica do leitor e demonstra que o autor não foi apenas egoísta ao escrever, mas pensou em quem teria leitura.

descobriremos em breve...

 
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