sábado, 21 de junho de 2008

O último amanhecer...


Distante...
Como palavras sem nexo...
A voz que se cala é a voz que chora...
Distante...
Como vozes em coro cantando a luz do sol...
Morto... Porém belo...
Eis que essa beleza é a alma do que parte...
Que da luz cria as sombras que dançam...
O que é o tempo que se perde?

Distante...
Talvez inatingível...
É o véu da vida que se Esvai...
Mas enquanto morre-se por dentro...
Brilha algum sol...

"E a tempestade que passa... Deixa sobre a terra um belo amanhecer... Quisera eu sonhar mil vezes com as mesmas gotas de água e a grama molhada... E com os rios que transbordam lentamente seu conteúdo puro. Pois ali existe paz..."

Todos morreram...
Ninguem esperou a eternidade...
Ninguem virou a mesa e disse que estava tudo errado...
So se deixaram morrer...
Porque a tempestade parecia não acabar...
e não acabaria...
Se não fosse a coragem de continuar..
E Enfrentar o vento...
o frio...
A solidão...
O medo...
Que coexistiam em perfeita desarmonia...

"Essa manhã me trouxe paz... Me trouxe vida... Me trouxe outro dia... Outras palavras... Talvez um mundo tão singelo quanto belo... Talvez apenas mais um dia..."

Apenas mais um dia para viver...
Apenas mais um sonho pra inventar...
E Acordar...
Porque no fim...
Tudo é apenas fruto de um nada maior
Que nos motiva a preencher cada minuto com os mais belos momentos
Ou nos motiva a sermos vazios e sóbrios,
Ou simplesmente preocupados...
Tristes...

______________

Ninguém vive por convenção...
Ninguém ama por convenção
Ninguem luta por convenção
Apenas se deixa levar...
E quando acorda...
Intrínsecamente se vê perdido...
Sem rumo...

Porque aquilo que nomeamos se torna nosso
Aquilo que amamos são meras representações...
Quadros de inúmeras imagens de momentos bons..

E quando essas imagens parecem distantes.
se vê perdido como um pássaro no oceano...
e tende a desistir e se afundar no oceano
Não vê saídas..
Não vive

E por convenção nao muda...
Fica esperando que a vida traga mudanças..
Não enfrenta a vida...

O amanhecer... é a representação viva da mudança
Acordar... É fechar os olhos e sonhar acordado
Sonhar com o mundo real e faze-lo aconchegante.
Amanhecer é dissipar as tempestades...

Tempestades essas... Que tendem a vir mais freqüentes e poderosas
Esses são os caminhos da vida...
Dolorosos... Porém sábios...

Porque caminhos sem pedras, não são caminhos...
são atalhos tortuosos e malditos.
Que dão a falsa impressão de que há segurança;

"E a história aqui termina... como um fogo que se extingue... Mas ela se repete, a cada passo dado... A cada novo segundo de existência, segue uma crescente incerteza... e ela nos motiva a querer entender cada vez mais isso que chamamos de vida, que eu preferia chamar de maldição, Pois eu não tinha aprendido a viver..."

1 comentários:

Deborah Isoton disse...

Inicialmente pensei em dizer: que triste, me identifiquei em poda a parte do eu-lírico, mas vi que seria desnevessário, pois segundo o próprio autor "Mas ela se repete, a cada passo dado".

C'est la vie! Assim são (ou devem ser) os dois lados do ser: a ecistência e a sub-existência.

Possivelmente enquanto crianças, construimos uma auto-imagem, uma visão de mundo e uma conscientização de tudo o que abranja o existir e o viver. Depois, tenderemos a viver ambos os lados, em ordens diferentes o existir e o sub=existir.

Cabe ao pseudo-racionalismo humano desenvolver a capacidade de aprender a existir, pois ninguém viverá por vc (livre arbítrio, para qqer um q alegar intervenção divina).

Não peça para aprender a viver, tenha discernimento para perceber uma oportunidade de fazê-lo e sabedoria para aprender com os erros e acertos próprios e de outrem.

ps: quase um outro post a partir do seu, rs.

 
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