quinta-feira, 19 de outubro de 2006

My Great Ending



Olhem para mim, vejam o que me tornei. Perdi a cabeça e joguiei-me nas trevas e agora, temo a luz. Errei sempre e insisti em errar. Cada vez piores foram minhas quedas, mas eu não hesitava em me atirar de precipícios, acreditando que um dia eu voaria.Mesmo que eu tivesse asas, hoje eu as cortaria.Vejo o tempo se esgotar, mas eu continuo a seguir o caminho errado. E aqui estou, entre quatro paredes, vendo a vida passar por mim.Já se perguntou como é terrível andar pela chuva e não se molhar? Andar ao sol e sentir frio?O tempo passou, as rosas que nasceram comigo definharram. Eu vi nos campos, o frio aumentar, inverno que se perpetuava. Com um punhado de areia, despertei ao sonhar, e aos poucos conheci o terror, e vi que o sonho era apenas um trovão, no meio da tempestade, um desejo, num oceano de vontade.O vento sopra frio e úmido, acaba-se mais um dia. Nem o tempo me curou. O fogo me congela.O sonho invadiu a realidade, tornando-a um pesadelo. Mesmo que todas as manhãs se levante no horizonte este pálido sol, que aos poucos ilumina meu caminho, eu já soube que ele leva apenas ao esqueçimento.Não há mais limites de resistência. Os dias são verdadeiros Cronômetros de agonia. Enfie uma estaca em meu peito e ria-se do sangue que manchará minhas vestes, após o diminuto apogeu, durante o grande desastreQuem eu sou afinal?Eu sou aquele que vivia na luz, mas encontrou confoto na escuridão, onde não sou visto, talvez nem ouvido.Eu sou aquele que acaba de virara taça e derramar o vinho. Que o tempo traga conforto... e me deixe ir embora.Mas, antes que eu parta, permita-me sentir mais uma vez a chuva, o sabor do vinho, e aí vou sentir a imensidão do oceano, e partir entre as ondas.

1 comentários:

Jeni disse...

Vejo um eu lírico totalmente desanimado perante a vida. Ele reduz (mais uma vez) o valor de um sonho e faz deste um dos motivos de ruínas do teu ser...Quanto ao tempo...o tempo...coitado! Eu não sei ao certo o que autor pensava ou esperava do tempo...ora diz que o tempo não fez cessar a dor (e acha que deveria ser desse modo), ora diz que o tempo é um "Cronômetro de agonia", mas espera que o mesmo possa trazê-lo conforto...(?!...)por que ou para que tamanha acomodação em meio ao sofrimento e solidão?!...Após a leitura deste e do último texto, estou pensando seriamente no significado do tempo...Bom, vejo alguém que se deixou estar nas trevas e parece que de lá não quis sair; talvez nem seus "últimos pedidos" remetem à um desejo de estar entre luzes:"Mas, antes que eu parta, permita-me sentir mais uma vez a CHUVA, o sabor do VINHO, e aí vou sentir a imensidão do OCEANO, e partir entre as ondas".
Enfim, um eu lírico que experimentou a solidão e dela não quis se desprender...

P.s: Acho que ano passado ou no começo desse ano, quando ainda era o flogão que eu utilizava, li não exatamente este texto, mas aquele em que vc dizia "Infeliz do Terrível dia...Em que as trevas me tomaram pela mão", se me lembro bem, acho que eu pensei assim: " Eu poderia mostrar a esse garoto o que é amar (mesmo não sabendo ao certo ehehe), se ele me conhecesse..."
Eu juro que pensei assim, e isso, muitos meses antes de nos conhecermos pela primeira vez...
;)
Bjus my Poe!
Amo-te!
Te amo!
Eu amo vc!
Amei estar contigo hoje e conhecer parte de tua família...me fez tão bem...
:)
I love you so...my heart

 
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