segunda-feira, 11 de dezembro de 2006

Atráves do Oceano e Adiante...


Tão longe do canto dos pássaros.
Está edificado o mais perfeito refúgio.
Tão Longe do aroma das rosas...
Tão perto da voz da alma.

Anjos cantam aonde o olhar teme repousar.
Anjos de alegre e doce melancolia.
Vozes determinadas a sempre cantar
Na paisagem desolada à sombra da luz do dia.

O sol ilumina fracamente réstias de alguma beleza.
Perdida na esplendorosa beleza do passado distante
Acima dos corpos inertes dos inimigos vencido.
No beijo que separou o amor do ódio...
Agora tão pouco importante.

Nas faces pálidas e anjelicais dos sonhos perdidos
Reve-se a expressão mais distante de uma vida.
Revelam-se as melodias mais doces e terríveis.
De medo e esperança renascida.

Esperança de ver os mortos ressucitarem.
Esperança de ver das cinzas renascer fênix
Esperança de conseguir ao menos continuar andando
Esperança de ver a luz triunfar sobre a escuridão.

Quando tudo está eternamente perdido.
As cinzas, espalhadas.
O caminho, soterrado.
A luz, apagada.
Há de a esperança sobreviver?

Esta noite irá mais uma vez fechar as feridas.
Iluminará essa falsa escuridão com o pálido luar.
Nesta noite brilharão todas as esperanças de vida.
Pártira com uma vida, com um sonho, na aurora solar.

Esta noite uma profunda chuva cairá.
Esta noite o vento decemente soprará,
E por trás das nuvens o luar brilhará.
E toda dor do mundo, cessará.

E a melodia perecerá,
mas o vento ainda estará a soprar;
A luz, de vez se extinguirá,
Mas a chuva... Persistirá.

"Eras e eras de extrema devoção,
Serão esquecidas junto com nossas vidas.
A realidade que brilhava ao som de anjos alegres,
será apagada junto com todas as angústias vividas.
A teia de mentiras que tecemos, desmontará.
Nossos sonhos mais secretos, se revelarão.
Mas tudo que restou, se destruirá.
E ouvidos para ouvir-nos, não restarão.

Isolamento..."

"Estarei te esperando acordado... quando eu souber diferenciar sonho de realidade."

E Enfim, ao som da tempestade,
nada mais será como antes.
Nada será como um sonho. Apenas... distante.
E a chuva... que aos poucos leve gentilmente o que restou das cinzas...

2 comentários:

Deborah disse...

Olá
saudades d tu!! sumiu...
ótimo texto, bem do tipo licença poética.
Bjão

Jeni disse...

Vejo este texto dividido em três partes: Resumidamente, nas duas primeiras estrofes nota-se o culto a solidão; nas quatro seguintes faz-se referênca às lembranças do passado,que ora remete à vida, ora à morte; e assim, a esperança é confundida: "...Esperança de ver a luz triunfar sobre a escuridão"; "Quando tudo está eternamente perdido...Há de a esperança sobreviver?" (nestas passagens, eu não sei dizer se ainda restava esperança alguma no autor); por fim, retoma-se o culto à solidão, à escuridão, à mais profunda reflexão do que até então foi luz, e tem-se neste isolamento do eu lírico a certeza de que as trevas do seu ser, mesmo trazendo dor, possivelmente eliminará as dores passadas: "... E a chuva... que aos poucos leve gentilmente o que restou das cinzas..."
Tocante!
Kisses!

 
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