domingo, 2 de julho de 2006

Jillian, o guerreiro sem rosto



Talvez um dia, eu seja honesto... Mas estou apenas adiando o inevitável. Gastando meus dias com o vazio, com a solidão. Eu realmente achei que poderia parar a chuva, que antes caía frenética e gélida... E agora cai incerta e poderosa."

O vento começou a entoar uma canção... Oh como a vida é bela. OS cavalos correndo livres ao luar... Como a vida é maravilhosa. Como eu queria estar vivo... sentir o vento, um beijo de uma donzela, sentir o mar! Mas eu estou só, tentando remendar os pedaços do meu coração. É muito tarde para lançar gritos de guerra no vento gélido.

Não há mais batalhas para serem vencidas.. Não há a necessidade de dizer Adeus para ouvidos surdos. Algumas vozes ainda perturbam meu pensamento. Alguém pode sentir meu temor? Cega, poderia me enxergar a esperança?

Esse é o inverno infindável de mim. No deserto frio das emoções. não há como ser feliz nesse lugar sombrio.

Não resta em mim nenhum fragmento de minha vida passada... Apenas memórias que insistem em me assombrar... Anne.

2 comentários:

Deborah disse...

Mais uma vez adorei seu texto. É tão carregado de emoção, quase tem vida!
Arrebatou-me uma grande dúvida. É realmente você quem escreve essa (digamos) saga? Jillian e Anne...de onde você os tirou?
Aguardo mais textos. Se quiser dê uma passada no meu tbm.
Dark kisses

Jeni disse...

Este texto me deixou com um sentimento de vazio, desesperança, como se qualquer tentativa para sair deste estado sombrio fosse inútil...o pior é que nem tristeza se sente...apenas temor em permanecer desta forma...pobre Jillian...
Seu texto é belo...a beleza da não existência de felicidade...
Bjs, my Poe
;)

 
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