domingo, 15 de novembro de 2009

A Sensibilidade



Introdução - Desamor... Desespero...

..."DESEJO"

Bem-vinda ao meu inferno
Sinta-se à vontade.
A vista não é das melhores.
Nem a textura dos meus aposentos.
Entre quieta, respire fundo,
Não me peça pra lhe sorrir,
Nem agradecer a visita.
Mas sirva-se do vinho.
Envenenado pelo ódio que me corrompeu
Disvirtuado pelo amor que me moveu...
A abandonar preceitos e preconceitos,
Enquanto desejava a morte.
(E a desejava com todo o meu coração)
Beba deste vinho,
e deixe seu corpo ser envenenado.
Disvirtuado...
Eu sou tua capa,
Teu casulo.
Teu anjo da morte.

Parte I - Doce como perder o controle...

E o rosto dela cintilou perante a fraca chama da vela. Eu sentia sua respiração falhar, e seu olhar se perder no meu rosto. Havia uma distância considerável entre nós. Que se desfez aos poucos, enquanto eu a olhava com indiferença. Eu não queria me permitir ceder, mas, aos poucos, abri a minha guarda e fixei meus olhos nos dela. Me aproximei e toquei seu rosto. Seu cheiro suave tinha me tornado tão dócil e indefeso quanto um cachorrinho. Aproximei meu rosto do dela, e senti através de seus lábios, sua respiração quente e inconstante.

Os lábios dela se aproximaram, não me permiti negar, senti o calor do seu beijo e brinquei com sua boca. Tinha um gosto suave, cítrico. Percorri seu corpo com minhas mão e a tomei nos braços.

Percorri seu corpo com minha boca, e a despi lentamente, enquanto uma lágrima percorria seu rosto, a tomei nos braços e a deitei sobre meu corpo. Enquanto tocava seus seios com meus lábio, eu sentia cada veia do meu corpo pulsando, enquanto gotas de suor percorriam cada centímetro dos nossos corpos. E entre gemidos contidos, sentia a respiração cada vez mais acelerada. E o tempo perdeu a noção de tempo, até o momento, em que o único som que se ouvia, era a batida de nossos corações.

Parte II - Olhos da alma.

Ele dorme...
Um anjo enfraquecido.
Porque ele só se faz de forte.
Mas ele tem o coração de uma criança...
Inseguro...
Sincero...
Sensível...
Mas carregar o coração de uma criança
É carregar a incerteza...
A dor...
Que nem a poesia pode julgar...

Parte III - A miséria

Histórias de amor são feitas para enganar tolos...
Quem me dera se todas as pessoas soubessem
O valor e a sensibilidade de um beijo sincero...
Eu procuro alguém assim,
Mas sempre falta alguma coisa.

Eu não desisto de procurar.
Enquanto eu não encontro
FODA-SE xD

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Esquecimento Parte I

Parte I - Esquecer... ( O poeta está vivo)

Não existe dom mais complicado que esquecer
Se libertar ou se sentir livre do véu negro.
De imagens e imaginações e escuridão
A quem a luz e a alegria são apenas farpas sangrentas

Mas quem olharia apenas pro presente
Se não se lembrasse daquilo que nos fez
Daqueles momentos perfeitos ou malditos
Quem seriamos nós

Que hoje somos parte desse sentimento
De angústia e de Nostalgia
Tão terrível quanto a queda-livre
Uma prisão tão densa quanto o ferro das grades

domingo, 1 de novembro de 2009

"?"

De quem é esse passo, sem ritmo e tropeçado ?
Que me intriga e me seduz e me afasta e me conduz....
A lugar nenhum e a algum outro lugar...
Longe daqui....

Quem é você que conheço a tanto tempo...?
Em tão pouco tempo
Em tempo nenhum.

Será que sou eu quem perdeu o controle da bolha de cristal?
Ou são apenas alucinações...
Quem sou eu agora?

O.O

 
© Direitos e Esquerdos Reservados à Renato Snowareski Gomes