sábado, 27 de setembro de 2008

Revelação - Parte Dois - Inválido e Desprezível...


"e Então, do silêncio mais absoluto, nascerá uma última chama... um lampejo de algum sentimento inexplicável... será como um monólogo silencioso e inútil... todos falarão como UM, mas todos serão egoístas..."

Nenhuma tempestade vai se formar, não dessa vez,
Que sou que não pude enxergar.
Nenhuma forma de amor vai ser desenhada,
Não por essas mãos.
Nenhuma história interessa, não significa nada,
Não vai trazer de volta...
Nenhum futuro há de se aguardar.
Pois não vai haver resposta.

Pó é o meu nome. Pó é meu túmulo.
Vã é minha palavra.
E minhas crenças, e meus sonhos.

Não me esforcarei para enxergar.
Nenhum final feliz está se desenhando.
Não tentarei enganar.
A tristeza foi tudo que nos motivou a viver.
E a lutar
E a Amar.

Nenhuma ação conduz ao sucesso.
Não há sucesso.
Existe um tempo, um tempo só pra mim.
Que ao chegar,
Me cegará, e me ensurdecerá.
me imobilizará.
Como uma maquina viva e estúpida,
Que não será mais nada.

De que valem as batalhas, se não existem mais objetivos
Tudo se perdeu, e não vai de modo algum ser recuperado.

E no meu tempo,
Só por um segundo,
Algo importante vai acontecer...
E depois,
Só o pó poderá contar a minha história..

CONTINUA

sábado, 20 de setembro de 2008

Revelação - Parte Um - Inominável...


"Ah, ferino amor. Eu sempre acreditei que tivesse forma, mas não, não conheci o amor, não me apaixonei por aquelas que cruzaram a minha vida, me apaixonei pelo sentimento. Não sei amar as pessoas. Não sei dar forma a esse sentimento. Me apaixonei por uma idéia, cuja forma surreal se banha de palavras falsas e maravilhosas, como carinho, companheirismo, doçura e desejo. Mas não aprendi a amar as pessoas. I´m lost, because I have to learn my deepest thoughts and theach them what they mean. Apenas um caminho, mas nunca um destino."

Com palavras, Construí minha alegria,
Mas o sentimento não cabia num verso,
Era preciso mais que o universo,
Muito mais que podia oferecer a luz do dia.

Era uma vez um poeta, que mentia,
Dizia que a luz da lua iluminava como dia.
Tão bonito era o seu sentimento,
Que ele simplesmente não existia.

Todo amor havia, era a tinta que dizia,
O quão belo poderia ser e não seria,
A tinta que tingia o impossível...
sob a luz do dia...

"Hoje eu apenas descobri que não existia, que a luz da lua não era meu guia, e que todo amor que eu tinha era tudo que eu nunca encontrei em nenhuma noite fria. Não vale a pena sonhar com sonhos e pesadelos."

Hoje eu descobri que o que eu amo não é mais um sentimento... tem uma forma, e um sabor. Eu sou você...

 
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