quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Lembranças de uma Vida... Silêncio, Tempestade e Pôr-do-sol


Quando o silêncio vinha....
E a luz do dia começava a se dissipar.
Quando os sonhos de uma vida eram destroçados..
E a alegria escorria pelas mãos.

Quem no mundo podia me julgar
Se eu julgava bem melhor
Me esconder e lentamente me matar...
Enquanto o tempo escorria pelas mãos...

Quem no mundo podia criticar...
Minhas palavras frias e sem rima.
Meus passos calmos e indiferentes
Meu jeito estranho de amar




Quando o véu da noite me cobria
E a lua se escondia em nuvem de tormenta
Quando o único sentido da vida era caminhar
E a esperança morria no olhar

Pouco importava se alguém iria me encontrar
Ou se havia a utópica luz no fim do túnel
Ou se o tempo iria me curar...
Ou se meu mundinho egocentrista iria me matar.

Pouco importava a vida.
pouco importava a esperança.
Pouco importava o futuro..
Pouco importava se iria chover forte...



E ainda por cima choveu... Como nunca



Quando a tempestade veio.
E a água escondeu minhas vagas emoções.
Quando a vida perdeu todo o sentido
E esmaguei todo o amor que cultivei.

A luz do túnel era o fogo a me queimar
A noite era o vazio a me sufocar
O silêncio era ensurdecedor.
E o abismo parecia me chamar

Vôo livre...
Queda livre...
Breve alegria...
Livre...




E a tempestade passou...
A vida ou a morte, não quero decifrar...
Treva e luz, não faço questão de diferenciar...
Não faço idéia de tempo, nem de lugar...
Só o bater das asas de uma borboleta...
Que estranhamente conseguiu me acordar...
Que lentamente deu vida ao meu sonhar...
E eu posso chamar suas asas de lar...



"morto para o mundo...???"

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

O Amanhecer...


Acorde Criança...
O dia amanheceu...
Não era o que voce sempre queria?
Tire de si esse cobertor negro...
Faz calor agora

"A luz te revela, anjo dos mistérios...
Olhos singelos e belos como a vida..
Olhos incertos... que me prenderam
A serpente e a Inocência...
Como uma só..."

Faz calor agora...
A chuva abraça meu coração.
Tão fatigado coração
Agora bate tranquilo..
Repousa sobre o rio...

"Leve-me para o mar...
Deixe-me entre as ondas
Deixe-me te olhar...
Sei que meu tempo é curto...
Ou talvez Eterno,
Mas vale a poesia"

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

O Hoje que eu Amo...


Hoje é diferente... As estações estão mudando.
A terra se cobre de uma beleza sobrenatural.
Ouço vozes por toda parte, ouço o vento...
Cinzas e Sonhos de dias melhores...

Hoje é estranho... Chove sem parar.
Sinto na cidade cheiro de terra molhada.
Enquanto cresce o poder do vento..
Sei que ainda existem belos sonhos

Hoje é temporal... As casas estão fechadas.
As ruas finalmente estão desertas e silenciosas.
Não há lampadas nem insônia.
Só me resta sentar e comtemplar.

Hoje é tempestade, medo e esperança...
Hoje não há motivos para matar.
Hoje não há motivos para chorar...
Hoje o mundo parou para observar...

Enquanto a água sobe eu vejo a ruína
De um mundo sem coração cinza-escuro
Transmutado em terror e compaixão.
Mas eu vejo que Hoje... Ah! Hoje o cinza exulta beleza.

Hoje é um sonho... Hoje sou eu... Hoje é delírio...
Hoje morreu.

''A verdadeira escuridão, não é aquela que a noita e a escuridão reveam, mas aquela em que o nosso coração tenta esconder de nós, nossa própria alma...'' (Lord Snowareski V)

terça-feira, 15 de maio de 2007

Apenas mais um conto de fadas...


Elegia ao vazio, às trevas, ao passado, ao futuro....

"No meio da noite, sob a luz do luar, eu ainda me lembro desse lugar... Ela sorria sozinha enquanto andava sem rumo, como eu, colecionando passos. Sentíamos o peso do mundo, sem querer...

Todas as ruas vazias eram mais um caminho a percorrer. O silêncio sem alma inspirava esperança. E a esperança me levou até você. Que me fez trocar os passos pelos abraços. O sonho, pela vida.

E então as ruas se encheram de vida. O frio da noite confundia-se com seu calor... E enquanto eu me perguntava quando o sol se levantaria de novo... Em mim brotava um medo... estranho... de acordar...

Mas a realidade me acordou... O véu da noite anunciava o manto do prazer... Da doce luxúria do teu corpo quente. Do amor... Da luz... De coisas perfeitas... Que a lua testemunhou...

Por algum motivo havia um medo quase agonizante em meus olhos... Às vezes eu temia não te encontrar, nem sabia de onde você era... Então eu não conseguia te soltar... Te deixar só...


Nada é pior do que acordar da realidade...

Meu amor se tornou uma obsessão, meu medo... um fantasma. Transformei a realidade num sonho, do qual eu não consegui evitar o despertar. Lento... Confuso... Mortal...

Com um olhar sentenciou-me à luz do dia. À desilusão do despertar... à miséria das sombras. De repente eu não conseguia mais te ver, te tocar, te abraçar, te beijar... Você não existia.

Sequer uma lágrima derramei. Afrontei o frio e o vazio e jurei não desistir de te procurar. enfrentei a incerteza, e o medo. Cruzei os desertos e os mares da minha alma.

Mas isso sim foi um sonho...
Aqui novamente me deito, sem o sonho, sem o calor. Sinto você por toda a parte... MAS APRENDI A ACORDAR... Por mais difícil que seja...

A estrada ainda existe... E o silêncio sem alma inspira esperança..."

sexta-feira, 13 de abril de 2007

O som dos anos de Silêncio...



Já houve um tempo em que a luz enchia nossos sonhos. E os sonhos nos enchiam de luz. Não haviam motivos para cair ao chão,nem para sangrar as puras formas humanas...

O céu não era tão sombrio, eu me lembro da perfeição das nuvens. Havia um sentido em caminhar, havia um sentido em lutar... Eu me Lembro...

"A escuridão veio. Me pegou pelas mãos. Me jurou alegria... Me mostrou a ilusão, sob forma de um olhar, de um abraço, de um beijo. Me jurou o mundo, e me entregou a dor... Prometeu riquezas e tirou meu valor. Me mostrou o amor, e nele escondeu o resto de meus dias..."

Estreitos são os caminhos, que a luz tentou extinguir. Escuros como o oceanos, muito mais cheios de horror. Vazio congelado ao som do silêncio. Soturno... Frio.

Os desejos não eram tão obsessivos, eu me lembro da simplicidade dos olhares. Havia sentido em sonhar, em imaginar... Eu ainda me lembro.

"Você foi o mais perfeito sinônimo de vida... Jovem eu era... Juntos e como um só, pudíamos voar. Porque deixaste a escuridão te envolver e meu coração congelar. Porque esqueceste da essência de ti... O som que hoje toca em seu corpo é o vazio.. Teus olhos opacos em teu rosto frio..."

Porque o ar tem de ser finito? Porque a escuridão tem de perseverar? Porque perguntas causam frio? Porque o vazio ainda me preenche?

A VIDA não era tão sombria, eu me lembro da NÃO-perfeição de existir. Havia um sentido em sentir... Havia um sentido em lutar... E eu não quero mais lembrar...

"Leve-me pra casa, me deixe partir. Como um sonho nunca existi. Deite-me no chão, me deixe cair... Como um desejo, nunca me vi... Feche meus olhos... me deixe sentir... Como um fantasma o mundo não tinha forma. Me abrace, mesmo sendo uma sombra, me permita sorrir... Como uma alma, nunca estive aqui..."

 
© Direitos e Esquerdos Reservados à Renato Snowareski Gomes